A teoria de
cordas descreve as partículas elementares como modos de vibração de cordas
uni-dimensionais fechadas ou mais recentemente, membranas bidimensionais.
Desde
os anos 1930, quando foram propostas a teoria da Relatividade Geral e a
Mecânica Quântica, ficou claro que as duas teorias não eram compatíveis entre
si, já que a gravitação descrita pela teoria da Relatividade Geral é
determinística e contínua, propriedades não aceitáveis pela Mecânica Quântica.
Portanto desde o início do século XX, busca-se uma nova teoria que unifique
estas teorias, formando uma Teoria de Tudo.
A
teoria das cordas cósmicas , na forma atual, foi proposta em 1984 por
Michael B. Green, do Queen Mary College, em Londres, e por John H. Schwarz,
unificando a teoria de cordas com a supersimetria. Ela leva a um espectro de
excitação com um número idêntico de férmions e bósons, e resolvendo o conflito
quântico da teoria de cordas, pois mostrava que as anomalias anteriores se
cancelavam. Nesta teoria, padrões vibracionais distintos de uma mesma corda
fundamental , com comprimento de
Planck (10-33 cm), dão origem a diferentes massas e diferentes
cargas de força. Para que as anomalias sejam canceladas, a teoria requer a
existência de 9 dimensões espaciais e uma dimensão temporal, com um total de 10
dimensões. As outras dimensões estão enroladas sobre si mesmo, com distâncias
menores que o comprimento de Planck, e portanto não podem ser detectadas.
Cada
ponto do espaço tem estas dimensões extras, mas tão enroladas que não podem ser
detectadas diretamente. Se as dimensões extras são associadas a espaços
compactados -- para cada ponto do espaço-tempo quadri-dimensional -- seu
tamanho reduzido é compatível com as observações.
Na
teoria atual, as dimensões extras se compactaram 10-43 segundos
após a formação do Universo atual.Michael James Duff (1949-), da Texas
A&M University, Chris M. Hull e Paul K. Townsend, ambos da Universidade de
Cambridge, calculam que a teoria precisa de 11 dimensões, e não somente 10. Se
uma das dimensões enroladas é de fato uma outra dimensão temporal, e não
somente espacial, uma viagem no tempo pode ser possível.
Enquanto
a Teoria da Relatividade Geral de Einstein prevê que a informação se perde
dentro de um buraco negro, a Teoria de Cordas prevê que a informação não se
perde, pois as cordas são infitas, deixando a informação no horizonte do buraco
negro.
O princípio
holográfico é uma hipótese baseada em teorias da gravidade quântica, proposta
por Gerard 't Hooft e aperfeiçoada e interpretada através da Teoria de
Cordas por Leonard Susskind [1995, The World as a Hologram, Journal
of Mathematical Physics, 36 (11), 6377], afirmando que toda a informação
contida num volume de espaço pode ser representada pela informação que reside
na fronteira daquela região, já que a teoria de cordas admite uma descrição em
dimensão mais baixa em que a gravidade aparece de uma forma holográfica
[Charles Thorn; Raphael Bousso, 2002, The holographic principle,
Reviews of Modern Physics, 74 (3), 825].
Este princípio
foi inspirado pela determinação por Steve Hawkings de que a máxima entropia de
qualquer região é proporcional ao raio ao quadrado (área), e não ao cubo
(volume). Desta maneira, a informação sobre os objetos que entram em um buraco
negro está contida nas flutuações superficiais do horizonte de evento.
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